Uma revista de história em espanhol
A história de Porto Rico em uma única ordem do tempo
Porto Rico é a ilha mais oriental das Grandes Antilhas, um território do Caribe cuja história se lê como um único arco: os primeiros povos taínos, os séculos de colônia sob a Espanha, a transferência da ilha para os Estados Unidos, o território e o Estado Livre Associado. A atualidade desse arco é datada em Notícias. Esta revista organiza esse arco pelo tempo dos fatos, sem seções que quebrem a leitura. Escolha os anos que quiser ler e comece por aí.
Congelado 2026-08-22. Não cobre a atualidade nestes ensaios de História; Notícias cobre. Não é pesquisa histórica original.
A Lei Moret, 1870
Em 4 de julho de 1870 foi um estatuto de ventre livre, não uma abolição. As crianças nascidas depois da lei eram livres. Os engenhos, não.
Abolição, 22 de março de 1873
As Cortes aboliram a escravidão em Porto Rico e exigiram um contrato de trabalho restante. A liberdade chegou com um turno.
Ponce, o açúcar liberal e o sul
A cidade do sul ganhou dinheiro com exportação e conversa liberal. Não era San Juan, e ainda não era uma central.
O Componte, 1887
A Guarda Civil do governador Romualdo Palacio «corrigiu» os autonomistas na porrada. O ano ficou conhecido como terrível.
Muñoz Rivera e os autonomistas
Luis Muñoz Rivera apostou numa carta espanhola, não em outro Lares. Conseguiu a carta. Depois, o tratado.
A Carta Autonômica de 1897
Depois de mais de 400 anos de domínio colonial direto, Porto Rico finalmente ganhou da Espanha seu próprio governo eleito: uma carta que funcionou por menos de meio ano antes de tudo mudar.
Carta Autonômica, 25 de novembro de 1897
A Espanha concedeu uma carta autonômica oito meses antes do desembarque. A ilha já era uma província autogovernada no papel quando foi cedida.
A invasão estadunidense de 1898 em Guánica e o fim do domínio espanhol
O capítulo final de quatro séculos de domínio espanhol se resumiu a um mapa feito à mão, um desembarque sem oposição na praia e um tratado assinado em Paris que mudou a bandeira da ilha para sempre.
Governo de um general
Por um ano e meio, Porto Rico não teve legislatura nem governador eleito: só generais estadunidenses no comando.
De pesos a dólares
Uma troca de moeda e um imposto novo sobre a propriedade reordenaram em silêncio quem de fato possuía a terra de Porto Rico.
Luis Muñoz Rivera
Ganhou a autonomia da Espanha dias antes de a invasão estadunidense torná-la inútil, e depois passou a vida lutando por ela de novo.
O açúcar ausente e a vantagem de Wall Street
O capital corporativo estadunidense, financiado por Wall Street, comprou em silêncio as terras agrícolas mais valiosas da ilha.
Sampson bombardeia San Juan, 12 de maio de 1898
O esquadrão do contra-almirante William T. Sampson pôs granadas industriais sobre a pedra de O'Daly.
O desembarque em Guánica, 25 de julho de 1898
Nelson A. Miles desembarcou na costa sul, longe de El Morro, e a guerra espanhola na ilha virou uma marcha.
O desembarque em Guánica
As tropas estadunidenses chegaram sem oposição a uma praia do sul, e cinco semanas depois terminaram 390 anos de domínio espanhol.
Os últimos governadores espanhóis e a Intendência
Manuel Macías ainda governava desde San Juan enquanto o sul já estava perdido. Em 18 de outubro, a capital mudou de mãos.
Governo militar, 1898-1900
Após o desembarque, o Tratado de Paris cedeu a ilha. Não foi libertação.
Tratado de Paris, 10 de dezembro de 1898
Artigo II: a Espanha cede Porto Rico e Guam. A ilha não foi libertada. Foi transferida.
Um país trocado sem voto
O Tratado de Paris entregou Porto Rico aos Estados Unidos. Nenhum porto-riquenho o assinou, votou ou foi consultado.
Café contra açúcar
Duas culturas, duas altitudes, dois relógios. Sombra de altitude contra cana de costa, antes de as fábricas levarem as mãos.