2012-11-05 · Economia
Mais de $700 million em tutorias não tiram as escolas do plano de melhoria
Em 5 de novembro de 2012, o Centro de Periodismo Investigativo documentou que, após uma década e mais de $700 million em contratos a companhias de tutorias (Serviços Educativos Suplementares, SES), 91% das escolas públicas seguiam com deficiências frente a No Child Left Behind. Para 2012-13 o Departamento de Educação (DE) colocou 1,321 plantéis em plano de melhoria — quase o dobro de 2008-09 (730) — e 412 levavam oito a dez anos nesse status, repartidos por todos os distritos e níveis.
O CPI cruzou a lista de melhoria e o perfil escolar do DE com dados do Escritório do Controlador sobre 44 contratados. AMAR Education Services acumulou uns $122.9 million (2002–2011), com um só ano de ~$22 million; Institución Educativa Nets uns $147.3 million; Pearson Pem P.R. uns $115.7 million; Casa Grande Interactive (Operación Éxito) uns $34.8 million (2006–2012). O total tabulado chegou a uns $703.5 million em fundos Título I, II, V e ARRA. Várias empresas defenderam seus programas e culparam metas anuais cada vez mais altas; uma admitiu que escolas «salvas» voltaram ao plano no ano seguinte; outra disse que SES «não são uma varinha mágica».
Nas Pruebas Puertorriqueñas, espanhol e matemática não mostraram avanços proporcionais ao gasto: quando as metas subiram (p. ex. espanhol a 83.18% em 2010-11), as médias por grau se mantiveram longe. Escolas em risco enfrentavam medidas corretivas — mudança de diretor, administração externa, charter ou clausura. O DE não concedeu entrevista ao CPI; Assuntos Federais invocou confidencialidade. Porto Rico havia pedido isenção NCLB em 1º de outubro (junto a 44 estados); 34 já a tinham. Obrigação contratual e gasto reportado ≠ resultado acadêmico nem roubo.
Fonte: Centro de Periodismo Investigativo. https://periodismoinvestigativo.com/2012/11/700-millones-de-dolares-no-logran-salvar-las-escuelas-publicas/