1928-09-13
San Felipe II, 13 de setembro de 1928
13 de setembro é a festa de San Felipe. A ilha já tinha um San Felipe em 1876, então o ciclone de 1928 virou San Felipe o Segundo. A tabela de ciclones mais mortíferos do National Hurricane Center o lista como Puerto Rico, San Felipe, 1928, Categoria Cinco, 312 mortes. Esse é o par publicado que este ensaio usa: classe de intensidade e contagem de mortos tal como o Center ainda os imprime.
Apêndice do NHC: Puerto Rico (San Felipe) 1928, Categoria Cinco, 312. As contagens de mortos de María são um problema posterior e à parte.
O olho cruzou desde o sudeste perto de Guayama e saiu entre Aguadilla e Isabela depois de horas sobre terra. O anemômetro de San Juan reportou ventos sustentados extremos antes de falhar. Um barco diante da costa sul registrou uma pressão baixa o bastante para sustentar um flagelo de Categoria Cinco na escala Saffir-Simpson, um rótulo aplicado depois a uma tempestade que a gente então conhecia só pelo santo e pelo som. Os povoados perto do olho ficaram arrasados. A perda agrícola correu pela cana e pelo café.
San Felipe o Segundo é a tempestade que os cronistas posteriores nomeiam quando dizem que María foi o golpe mais forte a Porto Rico desde 1928. Essa frase é sobre vento e pressão em terra, não sobre como os mortos foram contados. Os 312 da lista do Center são uma contagem certificada contemporânea do tipo que os registros civis ainda podiam tentar num desastre mais lento. Não é um estudo de mortes em excesso.
O furacão seguiu para o lago Okeechobee na Flórida, onde a contagem continental empequeneceu a da ilha. A memória porto-riquenha da tempestade ficou local: telhados idos, cana esmagada, uma geração que datava as casas de antes ou depois de Felipe. Quando a Weather Bureau e depois o Hurricane Center ordenaram os assassinos atlânticos, a linha da ilha ficou no apêndice, à parte de Galveston e Katrina, mas não esquecida.
Não traga a matemática de três camadas de María para este expediente. A comparação do TCR em 2017 é sobre Categoria e pressão, não sobre Harvard ou Milken.
O que fica na página pública é modesto e duro: Categoria Cinco em Porto Rico, 312 mortos. Isso basta. O resto do expediente de furacões da ilha —Ciprián, Santa Clara, Hugo, Georges, María, Fiona— está em lições posteriores com suas próprias datas e suas próprias fontes.
Fontes: NHC, The Deadliest, Costliest, and Most Intense United States Tropical Cyclones. Congelado 2026-08-22.