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1868

O Grito de Lares, 23 de setembro de 1868

Em 23 de setembro de 1868, uma força armada de cerca de 800 homens, organizada pelo Comitê Revolucionário de Betances descrito na lição anterior, marchou ao povoado de Lares e o tomou, e lançou o levante conhecido como o Grito de Lares.

Uma vez no controle do povoado, os rebeldes declararam Porto Rico uma república, colocaram sua bandeira revolucionária no altar da igreja paroquial do povoado e empossaram Francisco Ramírez Medina como primeiro presidente da república, tudo no espaço de um único dia.

Essa bandeira em si é creditada muitas vezes de forma popular a Mariana Bracetti, embora as fontes da Wikipédia precisem que o bordado real foi levado a cabo pela companheira revolucionária Eduviges Beauchamp Sterling, enquanto Bracetti dirigia as comunicações cifradas da revolta. Em qualquer caso, é reconhecida hoje como a primeira bandeira de Porto Rico: uma cruz latina branca que divide campos vermelhos e azuis, com uma única estrela branca.

A rebelião não sobreviveu muito além de seu dia de abertura. As forças rebeldes que avançavam para o povoado vizinho de San Sebastián del Pepino encontraram uma resistência forte da milícia espanhola e se viram forçadas a se retirar; as forças do governador Julián Pavía depois reuniram os rebeldes, que foram encarcerados em Arecibo. Oitenta dos rebeldes encarcerados morreram na prisão antes de os prisioneiros sobreviventes, incluída Bracetti, serem libertados em 20 de janeiro de 1869 sob uma anistia geral do novo governo republicano da Espanha.

A vida cultural posterior do levante durou décadas mais que sua breve vida militar. A poeta Lola Rodríguez de Tió, inspirada de forma direta pela causa de Betances, escreveu a letra patriótica original sobre a toada já existente de "La Borinqueña", a canção que ao final se tornaria o hino nacional de Porto Rico, muito depois de a rebelião em si ter sido esmagada.

Fontes: Grito de Lares; Mariana Bracetti. Congelado 2026-08-22.