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2019-09-23 · Economia

CPI: a Secção 428 torna-se o maior travão à obra permanente

A 23 de setembro de 2019, o Centro de Periodismo Investigativo detalhou como o governo aceitou — e celebrou — usar em grande escala a Secção 428 da Lei Stafford para obra permanente «resiliente» após Irma e María, e como esse quadro se tornou, a dois anos do furacão, o maior escolho para obrigar fundos e construir.

A 428 permite subvenções de Assistência Pública com estimativas de custo fixo e, em alguns casos, substituir estruturas. A FEMA sugeriu-a em 2017; José Iván Marrero (GAR) pediu-a por escrito a 30 de outubro de 2017; Trump reconheceu-a na quinta emenda à declaração de desastre (2 de novembro de 2017), condicionando os 90% federais de obra permanente grande à 428. Rosselló anunciou-a como êxito; depois ele e a COR3 trataram-na como imposição. A FEMA insiste em que a participação é voluntária, embora a tenha recomendado.

Um guia FEMA de abril de 2018 fixou 11 de outubro de 2019 como prazo para acordar estimativas. A menos de um mês, só havia 139 estimativas acordadas — cerca de 3% — de uns 4,000 projetos grandes esperados. A COR3 pediu extensão; a FEMA negou e disse avaliar caso a caso. Omar Marrero advertiu que sem acordo de estimativas não há acesso a esses fundos de obra permanente.

Em fevereiro de 2019 perante o Congresso, Rosselló disse que Porto Rico ainda não tinha nem um projeto de obra permanente com dinheiro obrigado sob 428, face a milhares de projetos obrigados a um ano de Katrina e Harvey. À data da reportagem, a FEMA tinha obrigado cerca de $487 million e desembolsado $39 million em obra permanente sob Assistência Pública. Obrigar não é desembolsar; atraso burocrático não é roubo.

Wanda Vázquez chamou imposição ao procedimento; a FEMA e Brock Long disseram que foi escolha de Rosselló. O experimento ilha-completa da 428 — face a 259 projetos em 28 estados por $10.8 billion após Sandy — continua a ser o quadro que condiciona a reconstrução permanente.