2016-12-16 · Economia e política
CPI: sob a lupa García e González por Santander
Em 16 de dezembro de 2016, o CPI pôs sob lupa dois integrantes da Junta de Controlo Fiscal — Carlos García e José Ramón González — pelo seu passado no Banco Santander e na presidência do Banco Gubernamental de Fomento (BGF). Ambos, como membros da Junta com controlo sobre finanças de Porto Rico, enfrentariam decisões sobre bonds que ajudaram a tramitar desde o BGF e desde Santander, banco que a 31 de março de 2016 ainda detinha dívida do Governo. Hedge Clippers pede a sua demissão; nem García nem González aceitaram entrevista do CPI.
COFINA ocupava o primeiro lugar do Top 10 do fundo Santander “First Puerto Rico Tax Exempt Fund” (36.27% dessa carteira; Comércio e Exportação 2.86%). O informe “Piratas do Caribe” sustenta que Santander operou uma “porta giratória” com o BGF: sob González e García, Santander Securities consolidou-se como underwriter; em 2004 ajudou a emitir mais de $6.1 billion (incl. $1.2 billion da Corporación para el Financiamiento Público); participou em pelo menos 90 transações (GO, COFINA, BGF, AEE, Reforma, AAA, AFI e outras). García, acionista, recebeu bonds de produtividade por $1,150,000 (2006–2008, documento SEC). Durante o seu BGF, Santander Asset Management obteve $270,000 com o Sistema de Reforma que ele presidía como síndico.
García nomeou no BGF pelo menos seis ex-executivos Santander (Álvarez, Juan Carlos Batlle, Méndez, Lockwood, Joyner, Canto). Consultas à OEG não acharam conflito no submetido. A Junta, via José Luis Cedeño, não comentou o informe nem entregou financial disclosures exigidos por PROMESA; Ética federal disse não os ter recebido; OEG local disse não ter jurisdição; Tesouro remeteu à Casa Branca sem resposta ao CPI.
Informe de ONG e passado laboral ≠ sentença. Posse de bonds em carteira bancária ≠ roubo. Esta nota não imputa delito.