1955-01-01
A agricultura depois de Bootstrap
Depois da Lei de Incentivos Industriais, o campo perdeu. Não da noite para o dia, e não só pelos feriados fiscais, mas a direção não é sutil nos censos agrícolas dos anos 1950 e depois: menos fazendas, menos trabalhadores agrícolas, mais terra ociosa ou em pasto, cana ainda presente mas já não o motor de emprego da ilha. 1955 se assenta na primeira década completa de Manos a la Obra, quando um emprego de planta era o relato que um pai rural contava a um filho.
Bootstrap é isenção industrial, não um programa de fazenda. A perda agrícola é um resultado, visível nas tabelas do censo agrícola.
O café aguentou mais no interior porque uma fábrica ficava mais longe e porque os cafeeiros de sombra não são um turno que se possa substituir por completo com um salário mínimo num tinglado. Ainda assim perdeu colhedores. O açúcar os perdeu mais rápido na planície, onde podia correr uma guagua. A safra da central encolheu até o moinho virar uma ruína cívica. Os cultivos de alimento para mercados locais nunca preencheram o buraco de exportação. A ilha importou mais do que comia.
A reforma agrária já havia tentado multiplicar pequenos proprietários. Os pequenos proprietários que podem pegar um emprego de planta muitas vezes o fazem. Um lote sem trabalho é um pasto. Gente de política chamou depois isto de uma tragédia do desenvolvimento. A lei de incentivos não havia escondido sua mira. Manos a la obra significava mãos fora do machete. Julgar o resultado é justo. Fingir que o estatuto era uma lei de fazendas não é.
Os furacões depois da virada atingiram um campo mais delgado: agricultores mais velhos, quadros contratados que não voltaram, encostas que escorregam quando ninguém está para replantar. Georges, María, Fiona, cada um encontrou uma agricultura menor que a anterior. Isso não é razão para culpar uma tempestade por uma política. É razão para parar de escrever o campo como se 1930 ainda fosse a linha de base do emprego.
Não invente uma contagem municipal de fazendas. A direção da ilha inteira no Censo de Agricultura basta.
A fazenda que sobrevive é um lugar real, não um museu, mas já não é o emprego mediano da ilha. Os edifícios do Fomento e as linhas da PREPA são agora a geografia do emprego, para o bem e para o apagão de terça-feira. A agricultura permanece na sombra de chuva e na encosta úmida, fazendo o que o muro permite com a gente que ficou.
Fontes: USDA Census of Agriculture, informes históricos de Puerto Rico. Congelado 2026-08-22.