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1511-1519

Diego Salcedo e a rebelião taína de 1511

Diego Salcedo foi um conquistador espanhol cuja morte em 1511 é lembrada como a centelha semilendária de um levante muito maior contra o domínio espanhol. Ao cacique Urayoán de Añasco se atribui tê-lo ordenado, sob um plano atribuído a Agüeybaná II, o mesmo cacique apresentado na lição anterior.

A versão mais aceita do relato, tirada da síntese que a Wikipédia faz das fontes históricas, sustenta que os taínos, temendo que os espanhóis pudessem ser deuses, afogaram Salcedo no Río Grande de Añasco e depois vigiaram seu corpo por três dias para ver se ele ressuscitava. Quando o corpo apenas apodreceu com o calor, concluíram que os espanhóis eram homens mortais, afinal, não divinos.

Esse episódio é creditado como um impulso para a Rebelião Taína de 1511, também conhecida como a Guerra hispano-taína de San Juan–Borikén, ou a Batalha de Yagüecas, liderada por Agüeybaná II contra Ponce de León e os conquistadores que haviam se assentado na ilha.

As forças espanholas esmagaram o levante com rapidez, graças a armas superiores e a maior experiência de guerra. Agüeybaná II morreu, e a resistência nativa organizada se desfez em incursões dispersas de estilo guerrilha que continuaram por cerca de oito anos, até por volta de 1519. Uma segunda onda atingiu em 1513, quando uma aliança de taínos e outros grupos indígenas antilhanos saqueou e incendiou Caparra, a sede do governo da ilha, enquanto Ponce de León estava fora explorando a Flórida.

O acontecimento é lembrado em Añasco tanto no folclore quanto na história: uma lenda sustenta que uma mulher taína fantasmagórica, que se diz ter sido amante de Salcedo, ainda assombra o sítio do afogamento, um detalhe até preservado em um verso do hino do povoado.

Fontes: Leyenda de Diego Salcedo; Guerra hispano-taína de San Juan–Borikén; Agüeybaná II. Congelado 2026-08-22.