2026-08-28 · Economia e política
Porto Rico hoje: a água chega ao Capitólio; AAA e AEE dizem que não há
Em 28 de agosto de 2026, o Capitólio já tem em ata o que Cabo Rojo disse no domingo. Na quinta 27, a Comissão de Inovação, Reforma e Nomeações, com Thomas Rivera Schatz na presidência, ouviu a Autoridad de Acueductos y Alcantarillados, a Autoridad de Energía Eléctrica e a Compañía de Turismo. El Nuevo Día, por Génesis Ibarra Vázquez, datou essa vista às 13h56: as duas corporações públicas «reiteraram» que não têm capacidade para suprir a demanda de água. NotiCel, por Carlos González no mesmo dia 27, situa as três agências nessa sala. Metro Puerto Rico cobre a mesma audiência. A marcha de Cabo Rojo e o expediente de quem cobra já estão em Porto Rico hoje: Cabo Rojo diz Esencia no va; o expediente nomeia quem cobra. Não se remonta. Esta página pergunta outra coisa: o que ficou escrito, na quinta, quando as agências leram sua exposição ante o Senado.
As resoluções não são novas. Em 30 de março, El Vocero cobriu a aprovação da RS-9 — do PIP, María de Lourdes Santiago e Adrián González Costa — e da RS-459, de Eliezer Molina. Essa nota vive em RS-459 e RS-9. Em 26 de agosto El Nuevo Día convocou a vista: Molina pedindo capacidade hídrica. No dia 27 se celebrou. NotiCel ancora o propósito dessa sessão a essas duas resoluções: investigar a informação submetida às agências e a capacidade do sistema de abastecimento em Cabo Rojo e municípios vizinhos. Não é um caption de litígio contra Fortaleza. É um pedido em comissão que já estava no expediente.
Rivera Schatz, segundo El Nuevo Día, disse que as pessoas enviadas liam a exposição que escreveu o chefe de cada agência. Traziam a posição oficial: não há disponibilidade de infraestrutura de Energía Eléctrica nem de Acueductos «para suprir água a esse projeto». Ambos disseram que Esencia «tem de se suprir de água por seus próprios meios». Se agências tão importantes dizem que não, perguntou, «o que os moveu a conceder a consulta de localização». Antecipou uma segunda vista «na próxima terça». Os depoentes não estão confirmados. Em algum momento, disse, deverão acudir os proponentes — Three Rules Capital e Reuben Brothers, por meio de Cabo Rojo Land Acquisition —, a OGPe e o Departamento de Recursos Naturales y Ambientales. Esta mesa imprime «na próxima terça» como ele disse. Não fixa outra data.
A exposição da AEE, nessa mesma página de El Nuevo Día, reiterou «de forma clara» que o sistema de irrigação do Valle de Lajas «não conta com capacidade hídrica disponível para suprir novas demandas», porque o recurso existente já está comprometido para o uso agrícola e para o abastecimento da AAA. NotiCel situa Fabiola Rosa lendo-a em representação de Mary Zapata Acosta, diretora executiva da AEE. A AAA, na mesma cobertura, recalcou que «a infraestrutura existente da Autoridad não tem a capacidade para suprir a demanda do projeto». Os açudes nomeados são Luchetti e Loco, em Yauco: seu uso primordial, diz NotiCel, é alimentar a irrigação do vale. A AEE, nessa página, acrescenta: «Dado que esse sistema de irrigação está operando à sua capacidade, não há possibilidade do recurso água necessário para servir o Proyecto Esencia desde essa planta de filtração». NotiUno recolhe Rivera Schatz com Carmen Jovet: a exposição escrita da AEE foi assinada por sua diretora executiva, a quem identificou só como Zapata.
As cifras de água não são uma. El Nuevo Día põe a proposta inicial em 1,253 milhão de galões diários desde a planta de filtração Betances, que a AEE diz se abastece «em sua totalidade» do Valle de Lajas. NotiCel cifra Betances em 1,5 milhão — 34 por cento do abasto de Cabo Rojo — e põe a necessidade de Esencia em 1,2 milhão. El Vocero fala de mais de 1,25. Metro cita o Memorial Explicativo dos proponentes: 1.252.806 galões diários. Esta mesa não escolhe um decimal. Em 3 de agosto a AAA, por voz de seu presidente Luis González Delgado, não endossou: Radio Isla e El Vocero o anotaram. Não se refaz aqui esse recorte. Na vista do dia 27 fala a engenheira Ann Ventura, da Oficina de Infraestructura da AAA: «nossa posição é que nosso sistema não tem a capacidade». Rivera Schatz: «Ou seja, que Esencia não pode contar com o governo». Ventura: «Exato, sim». Metro acrescenta que Ventura disse que não há capacidade desde 26 de setembro de 2024. NotiUno situa a exposição escrita da AAA assinada por Luis González.
A oposição da AEE não é um não absoluto ao terreno. Rivera Schatz perguntou, categórico, se a Autoridad se opõe. El Nuevo Día nomeia as licenciadas Fabiola Rosa Roldán e Blanche González Hodge. NotiCel põe o diálogo. González Hodge, primeiro: «o projeto como está apresentado, sim». Rivera Schatz insistiu: sim ou não. Ela repetiu: «estamos opostos a como está apresentado». El Nuevo Día acrescenta que objetam só se os desenvolvedores tentam se suprir dos abastos da AEE. Esta mesa imprime as duas versões. Não achata a corporação num não total ao terreno.
Os proponentes, ao modificar a estratégia de abastecimento, mantêm a AAA como «método secundário ou de reserva em caso de emergência». A AEE, em El Nuevo Día, diz que o Valle de Lajas «não tem a capacidade necessária nem sequer para servir de reserva ao projeto Esencia». NotiCel reproduz essa mesma frase, lida por Fabiola Rosa. Também contemplam infraestrutura privada: uma planta de 1,5 milhão de galões diários de água subterrânea, com seu sistema de distribuição, e uma planta de águas residuais. A AEE pede que os poços se avaliem «em detalhe»: os aquíferos do sudoeste mostram sobre-extração, intrusão salina e limitações de recarga. A extração adicional, adverte, poderia degradar o recurso. A AEE não pode autorizar nem assumir compromisso algum que implique um aumento do suprimento a terceiros, «nem direta nem indiretamente» mediante conexões ao sistema de aquedutos. Metro cita Rosa Roldán: a irrigação de Lajas opera à sua capacidade máxima de 23,68 milhões de galões diários, para agricultura e para a AAA. Essa cifra é de Metro. Não é um endosso.
Ventura, em NotiCel, falou de uma avaliação preliminar de sistemas lindeiros. Comunicou-se ao proponente que Lajas Urbano não conta com a capacidade necessária para a demanda projetada. Mayagüez Urbano, disse, tem capacidade residual para atender a demanda atual e a adicional projetada; não obstante, seriam necessárias melhorias de infraestrutura aos sistemas de serviço. Metro o confirma: usar Mayagüez exigiria melhorias para transportar água do norte ao sul do município. Esse matiz é de NotiCel e de Metro. Não é um endosso. Esta mesa não o converte em um.
As faixas de competência ficaram partidas. Ventura, ante pergunta de Santiago, disse que a disponibilidade da água de poço recai «exclusivamente» no DRNA. Rosa Roldán: a capacidade energética corresponde à LUMA, não à AEE. O senador Héctor Joaquín Sánchez perguntou se consignaram as preocupações sobre o abasto ante a OGPe. González Hodge, segundo El Nuevo Día: enquanto a OGPe avaliava Esencia, a AEE não tinha acesso ao Single Business Portal porque lhe tinham transferido à LUMA a oportunidade de comentar; não obstante isso, enviaram duas cartas «explicando que não havia o abasto».
Turismo depôs na mesma vista. El Nuevo Día: o acesso aos créditos contributivos aprovados — que ultrapassam os 497 milhões de dólares — está condicionado a requisitos, entre eles o «investimento elegível efetivamente realizado». El Vocero enquadra o papel de Turismo em benefícios contributivos e uma recomendação ambiental condicionada, não uma certificação de água. Metro nomeia o depoente: o licenciado Raúl Márquez. Cifra o crédito em uns 497,6 milhões, em seis fases, sob a Ley 74-2010, e esclarece que a recomendação de junho de 2025 não é um alvará nem uma certificação de que haja água suficiente. Essa investigação de créditos já está em créditos turísticos. O detalhamento dos 40 por cento e a Ley 38 não se remontam: vivem em Ley 38-2026: os decretos vigentes conservam o 0% e na primeira peça.
Depois da vista, El Vocero cita Beatriz Llenín Figueroa, da Coalición Defiende a Cabo Rojo, e María de Lourdes Santiago Negrón. Llenín: as agências confirmam o que a Coalición documenta há dois anos. Pergunta como a OGPe aprovou a Declaración de Impacto Ambiental em dezembro de 2025 e a consulta de localização em julho de 2026. Santiago: «Não pode haver uma gota de água para Esencia nem da planta Betances de Cabo Rojo nem do sistema de irrigação do Valle de Lajas». Descarta essas duas tomadas e aponta poços no terreno, «perto de dois milhões de galões diários», que, diz, não estão claros na consulta. Na terça, disse, o secretário do DRNA deve explicar se esses poços foram autorizados. Essa «gota de água» é de Santiago, em El Vocero. Não é uma decisão desta mesa.
Santiago também questionou uma fazenda fotovoltaica. O projeto, segundo ela em El Vocero, reclama ao menos 30 cuerdas; os peritos que cita falam de até 90 cuerdas para 12 MW. Essa comparação é dela, nessa página. Não é um estudo que esta mesa reconte.
Guarionex Padilla Marty, porta-voz da coalizão, disse a El Nuevo Día que da vista se desprende que AEE e Acueductos não endossam, e que independizar-se, cravar poços e afetar o aquífero poderia ser «catastrófica» para os ecossistemas de Peñones de Melones. Jannette Ramos, em NotiCel: a OGPe aprovou a consulta «em tempo recorde» e sem audiências públicas, apesar de mais de 1.000 pedidos de cidadãos. A nota desta mesa, mais de 800 cartas sem audiências, diz mais de 800. Não se escolhe o número. Llenín, em El Vocero, fala de uma declaração de mais de 44 cientistas e da marcha do domingo, com audiências cidadãs porque, diz, a consulta não as teve. O coro cultural está em 205 figuras, Esencia no va. Não se remonta.
As contagens de unidades não são uma. O comunicado de PR Newswire de 11 de agosto, já na primeira peça, põe 1.200 residências e 500 quartos. A DIA, o CPI e a vista — NotiCel em recorte, Metro no dia 27 — manejam 1.132 residências e 530 unidades de hotel; o CPI, na nota de junho, também pôs 520. Marea lê 1.070 residências e 307 quartos: essa leitura é de Marea, um outlier. Não se chama «a consulta». Não se fazem médias. A primeira peça as deixa juntas.
O relógio de vinte dias ante Apelaciones venceu em 19 de agosto. Essa conta está em a consulta OGPe sem audiências. A consulta não é alvará de construção. A aprovação deixa escrito: Jean Peña Payano deixa os endossos do DRNA. Em 22 de agosto, El Nuevo Día data duas impugnações de lindeiros ao deslinde marítimo-terrestre. Nestas páginas não há uma decisão que anule a consulta. Rivera Schatz, em NotiCel: «Vamos investigar; se há algum desvio, faremos os referidos correspondentes. A Assembleia não é um tribunal nem um ministério público». Acrescentou que os projetos com alvarás «por meios lícitos» se reconhecem e se apoiam, e que os que não os tiverem se questionam e se referem. «Tanto Energía Eléctrica como Acueductos disseram que não se pode contar com eles. Não há o recurso». Disse também: «Vamos escutar a todo mundo. Há que ver se de fato foi rápido, por quê e se se obviaram coisas que não se deveriam obviar». NotiCel adianta que os proponentes deverão expor as alternativas para se suprir de água potável. Os proponentes estão citados para a terça. Também a OGPe — NotiCel diz «a nova secretária auxiliar», sem nome — e o DRNA. O marco da Ley 82 já está em a assinatura da Ley 82-2026. Uma ligação. Não se remonta.
O expediente de 27 de agosto não coincide de todo com o discurso de investimento, nem o cancela. O discurso segue em 2.000 milhões de dólares e 17.000 empregos. A ata de ontem diz que a AAA e a AEE não darão a água — «não há o recurso», em voz de Rivera Schatz —, que o Valle de Lajas não pode servir-lhe de reserva, que os poços vão ao DRNA e que Turismo não certifica o abasto. Diz uma consulta já aprovada e um Senado que citou os proponentes. Não diz um alvará de construção. Não diz que a governadora ordenou nada nessa sala. Não chama a tomar nada. Deixa a ata ao lado dos discursos. Não é reportagem original.
Fontes: El Nuevo Día (Génesis Ibarra Vázquez, 27 ago 2026); NotiCel (Carlos González, 27 ago 2026); El Vocero, 27 ago 2026; Metro Puerto Rico, 27 ago 2026; NotiUno; Radio Isla. https://www.elnuevodia.com/noticias/legislatura/notas/acueductos-y-energia-electrica-reiteran-que-no-tienen-capacidad-para-suplir-demanda-de-agua-de-esencia/