2021-09-16 · Economia
Projetos de grande porte com fundos de recuperação avançam a conta-gotas
Em 16 de setembro de 2021, o Centro de Periodismo Investigativo (CPI) publicou que, a quatro anos de Irma e María, só se tinha desembolsado 1% dos fundos da FEMA para obra permanente, segundo a sua análise de dados do portal da COR3.
Até princípios de setembro, a FEMA tinha obrigado 19 billion para obras permanentes; a COR3 tinha desembolsado 217 million dessa quantia entre municípios, agências e organizações sem fins lucrativos. A Porto Rico foram atribuídos 62 billion em fundos de recuperação da FEMA, HUD e outras 17 entidades federais. O pote maior está na Assistência Pública da FEMA e nas subvenções HUD CDBG-DR e CDBG-MIT. De 9.7 billion em CDBG-DR, tinham-se gasto 333 million (3%) segundo dados da HUD até finais de julho; de 8.2 billion em mitigação HUD, não se tinha gasto nada.
O presidente da câmara de Jayuya, Jorge González Otero — município com 250 million federais atribuídos para reconstruir edifícios, estradas e pontes, o maior nessa foto; San Juan seguia com 96 million — pediu «dar machete» ao contrato da ICF Incorporated, que desde 2018 tinha ganho 406 million em contratos com Habitação e COR3 para assessorar municípios e agências. Omar Marrero (AAFAF), Manuel Laboy Rivera (COR3) e William Rodríguez (Habitação) ouviram a queixa; Laboy disse ter dado um «puxão de orelhas» à ICF.
González Otero também questionou danos em estradas sob o Governo central: DTOP identificou 56 secções danificadas; o município reclama 115 após inspecionar valetas, deslizamentos e alcantarilhas. A presidente da câmara de Canóvanas, Lornna Soto Villanueva, anunciou em maio o seu primeiro projeto com fundos de recuperação (campo Cubuy; FEMA atribuiu 586,000 dólares) e alertou que outras propostas municipais superavam os custos adjudicados — num caso por 500,000 dólares — por alta de materiais e demora da FEMA.
Obrigado não é desembolsado. Atribuído não é gasto. Queixa de um presidente da câmara não é cancelamento de contrato.