2018-08-16 · Economia
Governo gasta mais do que a Junta em advogados de Title III
A 16 de agosto de 2018, o CPI reportou que, nos primeiros 14 meses dos casos de Title III sob PROMESA, o bando de contratistas do Governo de Ricardo Rosselló Nevares faturou quase $90 million — cerca de $25 million mais do que a equipa de advogados e consultores da Junta de Controlo Fiscal. A duplicidade de trabalho (planos fiscais, orçamentos, infraestrutura, P3 e reestruturação de dívida) já ultrapassava $220 million em pouco mais de um ano; pelo menos $150 million atribuíveis a essa dupla camada, segundo o CPI. Isso ocorre enquanto se fecham escolas e faltam trabalhadores sociais no Departamento de la Familia, anota a reportagem.
Para a AEE, o Governo usa sobretudo Filsinger Energy, Ankura, Greenberg Traurig e O’Melveny (operação, privatização, reconstrução post-María e revisão de Whitefish/Cobra). A Junta, em paralelo, trabalha com Citigroup, Proskauer Rose e McKinsey & Co. Mais de uma dúzia de firmas assessoram a mesma corporação pública. John Rapisardi da O’Melveny cobra $1,147.50 a hora; o seu contrato já tinha rendido mais de $2.6 million. Ankura — com ex-funcionários Fortuño — faturou mais de $17 million em pouco mais de um ano. A Junta expressou preocupação pelo alcance e custo de Filsinger na AEE, mas na mesma carta aprovou o contrato.
Num ano, contratistas do Governo faturaram mais de $2.2 million em transporte/hospedagem, ~$220,000 em refeições e ~$260,000 em fotocópias/investigação; os da Junta, ~$260,000, ~$200,000 e ~$850,000 respetivamente. O’Melveny faturou mais de $175,000 em “nonworking travel time”; contratistas da Junta, mais de $320,000 nessa rubrica. A juíza Laura Taylor Swain, o examinador Brady Williamson e o congressista Rob Bishop já tinham assinalado duplicidade e excessos reembolsáveis. Protocolo Junta: contratos acima de $10 million sujeitos a revisão.
Faturação aprovada ou contrato multimilionário não é roubo adjudicado. Preocupação judicial ou da Junta não é sentença. Esta nota não imputa delito.