2017-10-22 · Economia e política
Furacão María: onde falhou o operativo (e entrou Whitefish)
Em 22 de outubro de 2017 — um mês após María — o Centro de Periodismo Investigativo (CPI) documentou falhas no operativo de resposta: comunicação rota, municípios sem dinheiro, FEMA sem inventário suficiente e AEE sem liquidez para contratar ajuda mútua padrão. Maunabo, por exemplo, tinha recebido apenas 58 lonas FEMA a um mês.
A FEMA tinha em Porto Rico ~20,000 lonas leves, 500,000 refeições e 700,000 litros de água — insuficientes para 3.4 million de pessoas com 100% do sistema elétrico caído e ~80% da água potável. O Governo estimou 250,000 residências severamente afetadas; a um mês só se tinham repartido ~40,000 lonas leves (~16%). Operação Telhado Azul: 439 instalados de 4,245 autorizados (~10%). Após a escassez inicial, na terceira semana a FEMA reportou 10.5 million de refeições e 10 million de litros de água. Ao fecho da reportagem tinha desembolsado $430 million a agências, municípios e indivíduos ($270 million a AEE e AAA). Danos estimados: $20–$95 billion (o teto do governador inclui produtividade).
O matching de 25% sob o sistema de reembolso deixou a ajuda quase inoperante até Trump o eliminar aos seis dias. Indivíduos: primeiro 54 municípios; os 24 restantes, 12 dias depois. Categorias C–G (reconstrução) ainda não aprovadas. Na AEE — com menos de metade dos seus ~3,500 técnicos e equipamentos dos anos 50–70 — Ricardo Ramos contratou Whitefish Energy Holdings porque o outro proponente exigiu depósito de $25 million; não usou APPA por falta de liquidez (“pago e depois reembolso”). A FEMA adiantou $128 million para emergência (exceção ao reembolso) após $213 million já sob reembolso; o fundo de emergência de $100 million da AEE esgotou-se aos 26 dias. A 30 dias, ~82% seguia sem luz (vs Florida pós-Irma: 98% em 10 dias).
Desembolso FEMA e contrato de emergência não equivalem a roubo adjudicado. Adiantamento não é obrigação permanente de reconstrução (C–G). Esta nota não imputa delito.