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1899-08-08

San Ciriaco, 8 de agosto de 1899

No calendário romano, 8 de agosto é a festa de San Ciriaco. Em Porto Rico, essa data de 1899 é o flagelo do furacão que depois se chamou San Ciriaco. O National Hurricane Center ainda anota a perda da ilha sob esse nome no seu catálogo de ciclones tropicais atlânticos mais mortíferos: 3.369 mortos, impressos como um apêndice de Porto Rico junto às linhas do continente. A cifra é a estimativa oficial que a Bureau e depois o Center conservaram, não uma reconstrução moderna de mortes em excesso.

O memorando técnico NHC NWS TPC-5 / NHC-6 ainda mostra Puerto Rico (San Ciriaco), 1899, 3.369. Imprime-se esse número porque a página ainda o traz.

A tempestade já era um furacão quando cruzou as Pequenas Antilhas e depois a ilha de sudeste a noroeste. A chuva, não só o vento, matou. Os rios das encostas de barlavento da Cordilheira Central saíram do leito. Os resumos posteriores da Weather Bureau anotam que mais de mil dos mortos se afogaram. As fazendas de café da altitude perderam árvores, polpa e a colheita do ano numa única semana. O açúcar das planícies costeiras foi danificado, mas a cultura de altitude foi a que não voltou a crescer no mesmo relógio.

San Ciriaco chegou um ano depois de a Espanha ceder Porto Rico aos Estados Unidos. O socorro correu por um governo militar e um serviço meteorológico civil enxuto. O nome ficou no estilo velho do dia do santo mesmo quando as listas de Washington depois numeraram as temporadas atlânticas. O que a ilha lembra não é um rótulo Saffir-Simpson, que não existia, mas uma tabela de mortos e uma colheita arruinada.

Café contra açúcar é uma lição posterior. Aqui o ponto é só que a chuva de Ciriaco golpeou mais forte os cafezais de sombra do que os engenhos da costa.

Tempestades posteriores seriam mais fortes na costa. Nenhum golpe do século XX na ilha iguala esta contagem na lista histórica do Center. Quando María chegou em 2017, os cronistas procuraram Ciriaco como a última vez que a ilha tinha sido contada aos milhares. Essa comparação pertence à lição do recuento. Esta fica com o flagelo de 1899 e o número que o escritório de furacões ainda imprime.

A lição é de arquivo, não romântica. O nome de um santo é um dispositivo de expediente. A cifra contemporânea de mortos serve só enquanto a página oficial ainda a mostrar. A lista dos mais mortíferos do NHC ainda mostra. Por isso aparecem aqui 3.369, com a ressalva de que os registros civis do século XIX eram incompletos, e de que os peões afogados do interior eram mais fáceis de perder do que os mortos do povoado ao longo da costa.

Fontes: NHC, The Deadliest, Costliest, and Most Intense United States Tropical Cyclones (NWS TPC-5 / NHC-6). Congelado 2026-08-22.