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1950-10-30

Os levantes de 1950 e a longa luta de Albizu Campos

Em 30 de outubro de 1950, um grupo de membros do Partido Nacionalista se levantou no povoado serrano de Jayuya contra o domínio dos Estados Unidos sobre Porto Rico. O Levantamento de Jayuya, às vezes chamado de Revuelta de Jayuya, foi dirigido por Blanca Canales e foi uma das várias ações nacionalistas coordenadas que explodiram naquele mesmo dia na ilha. Foi um desafio armado, pequeno, ao arranjo político que os líderes eleitos de Porto Rico estavam prestes a construir, e veio de gente que via esse arranjo como uma continuação do regime colonial e não como uma saída dele.

O homem mais associado a essa resistência foi Pedro Albizu Campos, presidente do Partido Nacionalista de Porto Rico de 1930 até sua morte, que dirigiu as revoltas de outubro de 1950. Ao longo da vida, Albizu Campos passou um total combinado de vinte e seis anos na prisão por suas atividades independentistas, entrando e saindo da custódia ao longo de várias décadas, enquanto o governo dos EUA tratava seu movimento como uma ameaça recorrente à segurança. Sua influência chegou além de seus próprios presídios. Julia de Burgos, a poeta que se cobre em outra lição deste site, tinha sido secretária-geral das Hijas de la Libertad, o ramo feminino do Partido Nacionalista, trabalhando diretamente sob sua liderança antes de seu próprio caminho a levar a Nova York.

Nem todos os líderes políticos porto-riquenhos coincidiam com o enfoque de Albizu Campos. O Partido Popular Democrático, que tinha maioria legislativa por volta de 1940, empurrou outra rota por completo: a negociação com Washington. Essa estratégia produziu a Ley de Relaciones Federales de Puerto Rico de 1950, que estabeleceu o que se tornaria o Estado Livre Associado, com governador e legislatura eleitos na ilha, enquanto os Estados Unidos retinham o controle da defesa e dos tratados exteriores. A revolta de Jayuya ocorreu no mesmo ano em que esse marco se assinou como lei: uma rejeição direta e violenta do compromisso que se estava jogando em tempo real.

A tensão em torno de Albizu Campos já se via no recinto dois anos antes. Em 1948, o reitor da Universidade de Porto Rico, Jaime Benítez, proibiu-o de falar no recinto de Río Piedras depois de o estudantado independentista o ter convidado. Os estudantes responderam com uma greve e a universidade fechou por um tempo. Foi um sinal precoce de quão fundo corria essa briga pela soberania nas instituições porto-riquenhas, não só em sua política. Albizu Campos foi indultado ao fim em 1953, embora o argumento de fundo que ele representava não fosse embora com ele. Décadas mais tarde, em 1978, os conspiradores por trás das mortes de Cerro Maravilla citariam tanto as revoltas de Jayuya quanto o tiroteio do Capitólio de 1954 como agravos que empurravam o ativismo independentista de sua própria geração.

Fontes: Levantamiento de Jayuya; Pedro Albizu Campos; Jaime Benítez Rexach. Veja Fontes. Congelado 2026-08-22.