2021-12-09 · Política
Acusam o presidente da câmara de Guaynabo de receber subornos de $5,000
Em 9 de dezembro de 2021, Metro Puerto Rico informou que um grande júri federal acusou o presidente da câmara de Guaynabo, Ángel Pérez Otero — então presidente da Federação de Presidentes de Câmara — de três acusações: conspiração, subornos e comissões ilegais; suborno com programas federais; e extorsão por um oficial público. As autoridades federais prenderam-no nessa manhã em sua casa. Uma acusação é alegação: acusações não são condenação.
Segundo a acusação, os atos alegados teriam ocorrido pelo menos entre finais de 2019 e 19 de agosto de 2021. As penas máximas estatutárias citadas somam até 35 anos (cinco, dez e vinte, respetivamente) se houvesse condenação em todas as acusações; isso é teto potencial, não sentença.
O documento não nomeia o suposto subornador: indica que o «Indivíduo A» reunia-se em segredo com Pérez Otero para lhe pagar dinheiro e comissões ilegais a troco de assegurar contratos municipais para a «Companhia A», uma construtora. Em troca, o presidente da câmara teria assessorado, pressionado e dirigido funcionários municipais para lhe adjudicar contratos em Guaynabo. A procuradoria alega pagamentos de $5,000 «regularmente» — quase mensais — desde finais de 2019 até maio de 2021, com pausa após a acusação a um representante em agosto de 2020; depois três pagamentos de $5,000 entre maio e agosto de 2021.
A moção de fiança de $50,000 menciona imagens alegadas de entregas de envelopes, incluindo uma de 21 de agosto de 2019. O governo diz contar com chamadas gravadas consensualmente, vídeo de pagamentos, textos, câmaras, contratos, faturas, testemunhas e cheques municipais. Pérez Otero não tinha feito alegação de culpabilidade, ao contrário do ex-presidente da câmara de Cataño Félix «Cano» Delgado, que se declarou culpado uma semana antes em esquemas semelhantes.
Metro também assinalou que Island Builders — ligada na trama de Cataño — tinha contrato de $871,751.60 com Guaynabo (junho 2020–junho 2022). Gabriel Hernández (Camuy), vice-presidente da Federação, pediu calma e reunião extraordinária para eleger nova liderança. Prisão e indictment não equivalem a roubo provado nem a condenação.